Em setembro de 2023, a Ordem dos Psicólogos lançou, com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, um guia para ajudar a lidar com situações de assédio no trabalho.
Perguntas e respostas sobre assédio no trabalho, disponível aqui.
Destaco o seguinte (transcrição):
(i) Registar, activamente, situações de assédio no trabalho. Caso consideremos que estamos a ser expostos/as a situações de assédio, pode ser importante registá-las – tomando nota das datas, comportamentos, comentários, etc. e, caso se aplique, guardando provas como e-mails, SMS, etc. Fazer este tipo de registos não apenas pode ajudar a recordar detalhes que poderão ser importantes em caso de denúncia, mas ainda ajudar a reagir emocionalmente à situação.
(ii) Reconhecer o assédio e responsabilizar a/o agressor/a. Às vezes, demoramos algum tempo a perceber que determinados comportamentos ou situações constituíram assédio no trabalho. Às vezes, demoramos algum tempo a reconhecer que estamos a ser vítimas de assédio no trabalho. Às vezes, tentamos desvalorizar o que aconteceu ou procuramos justificações para desculpar a/o agressor/a. É importante reconhecer que ninguém tem o direito de assediar ninguém, em circunstância alguma. E que uma situação de assédio nos pode provocar sofrimento.
A Ordem dos Psicólogos já tinha disponibilizado um guia Perguntas e respostas sobre assédio sexual no trabalho, disponível aqui.
Nota pessoal: Poderia ser útil a Ordem dos Advogados lançar um guia sobre este tema, mas numa perspetiva diferente: Como deverá o advogado lidar com situações de assédio reportadas pelo seu cliente (tanto no que diz respeito ao seu cliente, como, tantas vezes, dada a (des)carga emocional envolvida, relativamente a ele próprio).
Confesso que já tive uma situação em mãos, em que me questionei se as ferramentas (não jurídicas) que estava a usar para lidar com o cliente e a forma como eu própria estava a lidar com a situação eram as mais adequadas.
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